terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Joinville - Itapema 20/12/2011

Joinville - Itapema
Distância Percorrida: 121,7 Km
Velocidade Média: 16,6 Km/h
Velocidade Máxima: 51,5 Km/h 
Tempo Pedalando: 7:18:00

1ª parte 11:50

Que praia Linda! 

Acordei por volta de 6:30 sem saber onde estava (sensação comum nas minhas curtas viagens de bicicleta). Arrumei tudo, tomei café-da-manhã no "Hotel" e percebi que todos os funcionários daquele pardieiro eram bolivianos. Em São Paulo temos a sensação de que eles estão apenas nos bairros do Centro, mas logo se percebe que a exploração não exige exclusividade. Saí umas 8:15 e pedalei ininterruptamente por 50 Km. Tomei água, me informei, tomei uma coca e me informei de novo para chegar aqui em Itajuba, essa praia tranquila e quase deserta (é cercada por casas à beira mar). 







Comecei timidamente a leitura de Olhai os Lírios do Campo.
2ª parte 23:10


OK. Essa foi a 1ª parte boa do dia. Vamos aos perrengues. Ao sair da praia de Itajuba parei no final da areia em um rio que desembocava no mar, onde um casal e dois cãezinhos se divertiam. Imaginei que eramos nós! 

As retas infinitas da BR 101
Na sequência comecei a sentir a bike estranha e resolvi parar numa bicicletaria pra dar uma olhada no câmbio, mas estava fechada. Esperei nem 5 minutos e o dono apareceu, para meu desespero, já que a especialidade dele é Barra Forte (bicicleta sem marcha!). Dei um jeito eu mesmo e sai, só que não me dei por satisfeito e continuei tentando melhorar seguidas vezes, sem sucesso. Segui viagem sem a catraca maior, e nem precisava, pois eu me arrastava na reta infinita da BR 101. O vento contrário era tão forte que eu nem percebi quando o pneu furou. Só quando fui pegar uma placa de caminhão caída no acostamento é que vi a situação do pneu. Empurrei até um borracheiro uns 200 m  a frente e obviamente obtive uma negativa (eles detestam arrumar pneu de bike!), ao menos deixou eu encher o pneu (felizmente não precisava nem de força, nem de jeito pra trocar os pneus dessa bike!) e retirou os arames pra mim. Tomei duas cocas geladas e comi castanhas torradas (s2). Faltavam ainda 23 Km até Itapema e no caminho colocaram uma parede chamada "Morro do Boi". 



Chegando por aqui tomei um guaraná e encontrei uma bicicletaria (pasmem, 19h e bombando), O Jean parou o que estava fazendo, arrumou rapidinho a regulagem do câmbio e ao invés de cobrar me deu uma câmara de ar de presente! Disse que era dever dele ajudar um atleta. 

        Obrigado cara, sem palavras pra descrever o quanto tua atitude mudou minha viagem! 

Perguntei sobre o Camping e fui apresentado ao Cristiano, que se dispôs a me levar até lá.

Bom de prosa o Kiko Molinari me levou num tour por Itapema e depois que passamos no Camping de R$30,00 (!!!!) ele conversou com a Neu, dona do camping onde estou, e me trouxe até aqui! Antes passamos ainda na casa dele, onde comi torta deliciosa da mãe, ganhei um gatorade, um pacote de biscoito, água gelada, acerolas direto do pé, fui apresentado às suas várias bicicletas e seus cães! 




O passeio só não foi mais longo porque eu estava realmente cansado e previa que meu sono estava chegando rápido! Pela primeira vez na vida montei uma barraca sozinho... Agora é dormir e esperar pelo amanhã!



Kiko tu abriu as portas da tua casa sem nem me conhecer! O dia que precisar de qualquer coisa estou à sua disposição! Obrigado Irmão! 

sábado, 28 de janeiro de 2012

Curitiba - Joinville 19/12/2011 - 20:15

Curitiba - Joinville
Distância: 128 Km
Média: 17,5 Km/h
Máxima: 63,6 Km/h
Tempo Pedalando: 7:16:00

To virando os olhinhos...

O embarque foi tranquilo, viajei sem companhia e mesmo assim não consegui dormir o percurso inteiro. Cheguei sem ter a menor ideia do que e como fazer. Comi na rodoviária um café com leite e o pior pão de queijo da minha vida! Arrumei a bike perto dos taxistas, o que me dava uma falsa sensação de segurança. Enfim comecei a jornada!



Fui parando a cada 200m para arrumar isso, aquilo... As primeiras horas foram deliciosas, apesar de pesadinhas, mas andar sozinho na BR 376 (um caminhão tombou interditando a pista) e descer a Serra ultrapassando os caminhões foram sensações fantásticas!


                                                          vídeo da descida da Serra

No fim da Serra me embrenhei no mato para chegar em um rio e logo em seguida parei para comer pastéis e tomar caldo de cana. Fotografei um mapa de SC que me foi muito útil, já que eu não tinha nenhum! Conheci o Seu Pedro, contador de causos de "Pedro Malasartes" e quase morri com o Sol do meio-dia às 15:00, quando cheguei em Joinville. 



Almocei duas coxas de frango, prosei mais um bocado e me indicaram o pulgueiro onde estou, que, de fato, é muito barato R$23,00 sem banheiro. (banheiro coletivo imundo!) 



18/12/2011 - 21:50

A ansiedade é tanta que estou passando mal. A sensação é de que a viagem já começou, entretanto estou aguardando o Cometa sujo das 22:20, tentando me convencer de que não haverá nenhum problema no embarque da bike, mas não estou obtendo êxito nesta missão. Enquanto espero observo... Rodoviária é um lugar encantado onde os portais de lugar algum e lugar nenhum se abrem, misturando alemães mochileiros, famílias nordestinas indo pra BH e cosplays de Naruto... Aqui no Tietê se vê de tudo, menos meu ônibus que não chega. 




Eu só queria pedalar pra bem longe! Se eu soubesse que ia ser tão complicado teria sido vencido pela preguiça, só mesmo a teoria do Calvin para me dar forças. 



O primeiro grande problema da viagem acaba de surgir: não dá pra ir no banheiro! E nada do ônibus. Acho que estou ansioso...