terça-feira, 6 de março de 2012

Ibitumba - Araranguá

Ibitumba - Araranguá

19:35 Eu tenho que otimizar os preparativos diurnos para não desperdiçar o tempo. Tive de acordar a dona do Hotel para abrir a porta e  então tomei um todynho com dois pães com manteiga. Saí às 7:30 com a intenção de fazer ao menos 70 km pela manhã. Foi melhor! Apesar das pernas estarem cada dia mais cansadas e a bunda já não encontrar mais posição confortável (*Perdi o raciocínio: o final do jogo Tottenham x Chelsea tá bão demais) o percurso favorecia com as mesmas retas de sempre, mas sem os ventos fortes do fim de tarde. Parei com 50 km para comer algo (que não me fez bem) e já fui pro banheiro. No posto tinha um mini museu com peças antigas, como rádios e máquinas de escrever. Parti para mais 45 km e parei para almoçar às 13:00, antes que não tivesse mais nada. Almoçando vi na TV a notícia de uma favela pegando fogo: era a casa de um amigo. O coração ficou pequenininho, mas logo em seguida fui tranquilizado com a mensagem de celular de outro amigo. Estava tudo bem.

Fiquei batendo papo com o Claudino, dono do restaurante e viajante também, mas motoqueiro. No final das contas não me cobrou o almoço. Mais um patrocínio espontâneo! Resolvi passar direto por Criciúma e rumei pra Araranguá. Encontrei o Hotel Kruger, com uma senhoria excêntrica que ficou ofendida por eu querer guardar a bike no quarto. Tomei um banho, lavei a roupa e sai para comprar a "janta". Choveu pela 1ª vez desde que comecei, mas parece que não vai parar tão cedo. Porto Alegra em 2 dias? Será?

PS: Havia tantos pernilongos que não seria surpresa caso um deles fosse radioativo e eu saísse voando. Impossível dormir. Sonhei com o ARC (minha escola) e  os professores do Jácomo (minha outra escola) também estavam por lá, meio de lado, como eu fico no próprio Jácomo.