22:42 - O difícil foi superar a preguiça e sair daquela cama aconchegante do hotel. Gastei horas arrumando tudo e assistindo desenhos bíblicos. Caprichei no café-da-manhã (acho que o pessoal do Hotel ficou meio incomodado) e às 10:30 tomei o rumo da rua. Acelerei aproveitando a temperatura amena e em 2 horas e meia já rodado 51 km. No entanto a ventania começou a chegar em São Lourenço do Sul e foi um sofrimento. Não havia quase nenhum estabelecimento no caminho (na BR 116 eles são raros) e os que surgiam estavam fechados por graças ao Natal. Encostei na entrada de São Lourenço do Sul e comi uma bolacha (a essa altura minha água já era também). Logo que me sentei na porta de um salão vazio o novo locatário chegou com a família para apresentar o novo empreendimento. Como ninguém se incomodou continuei por lá até que os familiares fossem embora. Enquanto me preparava para seguir trocamos ideias. O engraçado é que você sempre encontra alguém que já morou em São Paulo, como era o caso dele "-Aqui eu moro a 10 minutos do trabalho, a 15 da praia e se quiser algo mais estou a 1 hora de Porto Alegre. São Paulo não é vida."
Eu ainda precisava comer algo para não desmontar. Apertei o passo e encontrei o posto indicado pelo amigo: o Posto do Japonês. Pelo menos tinha uns salgados para comer e uns negócios para tomar. A parte boa de ser de Sampa é que a gente acha tudo muito barato. (*Conheci uma família que me convenceu a ir pelo Chuí, até então estava em dúvida.) Os últimos 50 km foram bem rápidos, sem vento, eu me sentindo muito bem e doido parar chegar. Ao entrar em Pelotas fiquei negativamente impressionado, pois até onde a vista alcançava não se via nada. Mesmo os hotéis estavam fechados e os orelhões não funcionavam direito. Terminei o dia no Motel Guilherme, com aspecto assustador por fora, espaço interno do quarto e preços incríveis, além de razoável higiene, nada que o chinelo e a mala bike não resolvessem.
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